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Vitória do Flamengo passa pelos acertos de Vítor Pereira contra um Fluminense que não está morto Encerrado 02 ABR

Vitória do Flamengo passa pelos acertos de Vítor Pereira contra um Fluminense que não está morto

Início 02/04/2023 09:44
Término 04/04/2023 11:44
Local brasil
Rubro-negro colhe frutos da insistência em uma estratégia que funcionou, mas não é irreal pensar que o tricolor pode recuperar um resultado de 2 a 0. Por isso não está morto As estatísticas da final do Campeonato Carioca são curiosos. O Fluminense levou a melhor em posse de bola (53% a 47%) e finalizações (16 a 13). Mas foi superado no que mais importava — o placar. O Flamengo venceu por 2 a 0 e abriu uma boa vantagem na decisão. Triunfo que passa por dois nomes em especial: Ayrton Lucas e Vítor Pereira. A numeralha destacada tem função importante para entender o que aconteceu no jogo. O placar só foi possível porque o Flamengo foi fiel a uma ideia e estilo de jogo que se mostrou muito eficiente. Mesmo que isso significasse não ter o domínio da partida, bem diferente do que os rubro-negros se acostumaram a ver dentro de campo. Extremamente criticado pelos torcedores rubro-negros, Vítor Pereira merece créditos — desta vez. Teve peito para mudar a forma da equipe jogar, barrar medalhões e foi premiado com uma vitória importantíssima. Se Ayrton Lucas foi o grande destaque, também passa por ele, que evoluiu e tem sido um dos melhores jogadores do Flamengo na temporada. Briga pós-partida: Tiroteio na saída de Flamengo x Fluminense deixa um morto e um ferido Coletiva: Auxiliar de Fernando Diniz diz que 'erro gravíssimo' de arbitragem influenciou para derrota do Fluminense É natural que o torcedor torça o nariz quando viu que Gabigol e Everton Ribeiro estavam no banco de reservas — ainda mais sem ter Arrascaeta. Mas a escolha funcionou. O Flamengo optou por jogadores mais velozes e móveis, para pressionar a saída de bola tricolor e explorar os contra-ataques. Foi uma tônica da partida: a cada erro de bola tricolor, uma avalanche de jogadores rubro-negros aproveitavam o contra-ataque. O primeiro gol do Flamengo nasce da insistência de uma jogada treinada e buscada dezenas de vezes durante a partida. David Luiz (ou qualquer outro zagueiro) tenta um lançamento longo nas costas de Alexsander, que tem estatura e físico inferior a maioria dos atletas rubro-negro. Superado, a bola sobra para Pedro, que pode finalizar ou chutar. Ele assistiu Ayrton Lucas, que abrir o placar. No segundo, brilhou o talento individual do lateral-esquerdo. Não foi um Fla-Flu de domínio absoluto de nenhuma das partes. O Fluminense foi superior no primeiro tempo e teve pelo menos três chances claras quando o placar ainda estava empatado. Arias vai se lamentar a semana inteira pela oportunidade desperdiçada cara a cara com Santos. Se tivesse feito, a final seria outro. Mas 'se' não entra em campo. Apesar dos pesares, esse, inclusive, é um dos motivos que faz o Fluminense não sair morto do Maracanã. Não é irreal achar que a equipe de Fernando Diniz pode buscar um 2 a 0. Claro, se tratando de final e com o Flamengo como rival, é bastante complicado. Mas o tricolor não está morto. O Flamengo, mesmo nas cordas em alguns momentos — principalmente no primeiro tempo — se manteve fiel à sua estratégia. Colheu os frutos e está com a mão na taça. Graças a uma estratégia que funcionou e pela sua eficiência dentro de campo. Pode ter sido decisiva para ficar com o título. Venceu quem foi mais eficiente.