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Petróleo Brent sobe após Trump rejeitar paz com Irã

Petróleo Brent sobe após Trump rejeitar paz com Irã

Petróleo Brent dispara mais de 3% após Donald Trump recusar proposta de paz iraniana, reacendendo tensões e impactando mercados globais e o Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent registra alta superior a 3% nesta segunda-feira, impulsionado pela rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a uma proposta de paz do Irã. A decisão intensifica as tensões entre os dois países e tem reflexos diretos na reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, influenciando os mercados globais.

O que aconteceu

  • Ações de Donald Trump elevam o preço do petróleo Brent, que opera em alta de mais de 3% no mercado global.
  • Apesar da reabertura do Estreito de Ormuz aliviar pressões, o mercado de petróleo mantém-se em déficit, segundo analistas.
  • Exportações de petróleo bruto do Oriente Médio atingem o maior nível desde fevereiro, impulsionadas pela Arábia Saudita.

 

Os contratos futuros do petróleo Brent subiam US$3,91, ou 3,75%, para US$108,23. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA era negociado a US$95,97 por barril, com alta de US$3,56, ou 2,85%.

“Os preços do petróleo parecem ter subido após o presidente Trump rejeitar a proposta de paz do Irã”, analisou Hamad Hussain, economista sênior especializado em clima e commodities da Capital Economics.

Rejeição da proposta iraniana impulsiona o mercado

O Irã havia apresentado uma proposta de paz na semana passada durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, comunicando que a oferta fora transmitida aos norte-americanos por meio de mediadores do Catar. No sábado, Trump declarou ter rejeitado o plano, mas afirmou à Axios em entrevista por telefone no domingo que esperava a participação de negociadores norte-americanos em novas conversações ainda nesta semana.

“Embora o aumento do fluxo pelo Estreito de Ormuz esteja aliviando parte da pressão de alta sobre os preços, o quadro geral é de que o mercado de petróleo continua em déficit”, complementou Hussain.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen informou na madrugada de sábado que interceptou dois mísseis balísticos e dois drones lançados pelos houthis, grupo apoiado pelo Irã.

 

O que motiva a alta do preço do petróleo?

Enquanto isso, dados preliminares divulgados pela Kpler nesta segunda-feira revelaram que as exportações de petróleo bruto dos principais produtores do Oriente Médio se recuperaram em setembro, alcançando 12,8 milhões de barris por dia (bpd) — o maior nível desde o início da guerra, em fevereiro. Este aumento foi impulsionado pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos.

A alta ocorreu após a retomada dos embarques pelo Estreito de Ormuz, que devem atingir cerca de 7,4 milhões de bpd neste mês, conforme os dados. A Arábia Saudita desviou as exportações do porto de Yanbu, no Mar Vermelho, para o porto de Ras Tanura, no leste do país, após ataques que danificaram seu oleoduto Leste-Oeste.

Impactos globais e o dilema das exportações de diesel

O Brent havia subido 0,4% na semana passada, mas o WTI registrou queda de mais de 7% devido a preocupações de que os EUA pudessem proibir as exportações de diesel para amenizar os preços recordes, o que reduziria a produção de refino no país.

O Goldman Sachs destacou que, embora a Europa e, especialmente, a América Latina — incluindo Brasil e México — sejam os principais destinos das exportações de diesel dos EUA, um impacto causado pela escassez de diesel provavelmente se espalharia rapidamente para o resto do mundo, incluindo a Ásia. Isso ocorreria à medida que América Latina e Europa intensificassem a busca por barris de diesel restantes de países como a Índia.

“Estimamos que cada semana de proibição das exportações de diesel dos EUA elevaria os preços do diesel no atacado europeu (gasóleo ARA) em US$3 por barril, ou pouco menos de 2%”, concluiu o banco.

 

 

Fonte : istoedinheiro.com

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