O encontro Big Day das Araras Azuis propõe uma interação diferente utilizando a tecnologia. Além de ser uma opção de lazer, é possível contribuir com a preservação das espécies com a iniciativa que reúne Brasil, Bolívia e Paraguai no próximo fim de semana, 1 e 2 de agosto, para a maior contagem simultânea de araras-azuis.
Para participar, basta preparar as câmeras e disparar cliques ao ver as aves por aí, seja em casa, no campo, na escola, ou onde quiser.
E tem mais. Os registros realizados nos dias do evento poderão ser encaminhados para as plataformas eBird, WikiAves, Biofaces ou pelo formulário oficial da campanha, que pode ser acessado aqui.
As fotos retiradas pelos observadores serão fundamentais, pois é por meio delas que os organizadores do evento conseguirão reunir informações atualizadas sobre a espécie na natureza.
“Nós precisamos entender como está hoje a distribuição das araras, onde estão e quantas são”, reforçou a presidente e fundadora do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes.
Preservação e bem-estar
Esta será a segunda edição do evento que iniciou em 2025 e surpreendeu pesquisadores com os resultados obtidos. A participação dos sul-mato-grossenses no ano passado foi expressiva! Segundo profissionais do Projeto Arara Azul, o Estado contabilizou 409 registros das aves. Além de MS, outro estado que também surpreendeu com o número de fotografias foi o Pará, com 355 araras-azuis registradas. Os dados foram disponibilizados pela médica-veterinária Maria Eduarda Monteiro, também coordenadora de Campo do Projeto Arara Azul na Caiman.
Mas, além de preservar a fauna, o encontro também é visto como uma opção de lazer e de relaxamento. Segundo a bióloga Claudia Paina Nunes, que mora em Miranda, cidade localizada a 202 quilômetros de Campo Grande, observar as aves vai além de uma iniciativa para preservar a biodiversidade de Mato Grosso do Sul, é, também, um momento especial e inspirador.
“Ver o desenvolvimento dos filhotes, desde os primeiros dias até os ensaios para os primeiros voos, é uma experiência emocionante e inspiradora. Cada filhote representa esperança e reforça a importância de preservar as araras azuis e o ambiente onde vivem”, detalhou a profissional, que participa da iniciativa pensando, também, nas próximas gerações.
“Quero que eles também tenham o privilégio de admirar a beleza e a liberdade das araras-azuis”, afirmou. Claudia, que participou da primeira edição e reforçou que não perderá a edição de 2026.
A iniciativa é inspirada no Global Big Day, tradicional evento mundial de observação de aves que reúne milhares de participantes em campo para registrar o maior número de espécies. O Big Day das Araras Azuis tem foco em registrar a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) na natureza, espécie símbolo da biodiversidade brasileira, ameaçada de extinção e monitorada pelo Instituto Arara Azul há mais de três décadas.
O pesquisador e educador ambiental Daniel Irineu, que trabalha em Corumbá e em Ladário, reforça os impactos de encontros como o Big Day para a biodiversidade.
“Locais que antes eram quase impossíveis de ver uma, agora estão cada vez mais fáceis de encontrá-las. Não sei se isso se deve a um aumento da população, mas espero que com iniciativas como essas do Big Day das Araras azuis a gente consiga descobrir”, anseia.
midiamax!
