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IHP e Armada Boliviana fortalecem ação binacional com capacitação de mais de 60 militares bolivianos

Publicada em: 24/07/2026 12:13 -

Uma capacitação técnica promovida pela equipe técnica do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) reuniu oficiais e integrantes da Armada Boliviana para consolidar uma atuação binacional mais efetiva na prevenção e no combate a incêndios florestais no Pantanal e no Chaco. No total, a iniciativa envolveu mais de 60 militares — entre oficiais e sargentos que atuam em atividades operacionais de campo — fortalecendo a resposta rápida e um trabalho mais coordenado em uma das faixas de fronteira mais vulneráveis da América do Sul.

Ao longo de 16 horas de atividades intensivas, o ciclo de formação abordou o uso de tecnologias de ponta e sistemas de Inteligência Artificial (IA) direcionados ao monitoramento precoce de focos de fogo, alinhamento de protocolos de emergência e noções básicas de resgate técnico de animais silvestres vitimados por desastres ambientais. A troca de conhecimento ocorreu em um momento estratégico, considerando o cenário de atenção no bioma e a necessidade de ações preventivas antes do período crítico de estiagem.

A primeira capacitação, com os oficiais, ocorreu em maio deste ano, enquanto o trabalho com os sargentos operacionais foi feito neste dia 23 de julho, quinta-feira, durante todo o dia.

Tecnologia, Inteligência Artificial e Resgate Animal

O pilar tecnológico do treinamento destacou ferramentas de detecção precoce de focos de incêndio, incluindo plataformas que utilizam Inteligência Artificial para identificar colunas de fumaça e elevações térmicas em minutos, garantindo a mobilização de brigadas antes que o fogo tome proporções de grande porte.

A programação incluiu ainda oficinas voltadas para o resgate técnico de fauna e protocolos que podem ajudar a reduzir a mortalidade de espécies durante episódios de incêndios. As atividades representaram também um importante canal de intercâmbio sobre os conhecimentos técnicos, metodologias e práticas operacionais que são utilizadas na Bolívia para prevenção e combate a incêndios florestais.

O diretor do Centro de Formação de Bombeiros Florestais da Armada Boliviana, Capitão de Fragata José Martin Torrico Bravo, do 5º Distrito Naval em Puerto Quijarro, reforçou que há prioridade em manter profissionais com amplo conhecimento para atuarem em situação de adversidades climáticas. “Há uma importância fundamental nessa troca de conhecimento e aperfeiçoamento dos militares da Armada Boliviana que estão realizando a formação de bombeiros florestais. Nossa intenção é que eles estejam muito bem preparados para atuarem em situações de emergência, e atentos para poderem atuar em conjunto com instituições brasileiras, caso seja necessário.”

“O fogo não reconhece limites territoriais ou linhas de fronteira. A resposta aos desastres ambientais no Pantanal exige união de esforços, tecnologia compartilhada e capacitação continuada para que as equipes dos dois países atuem em sincronia na proteção da biodiversidade e das comunidades”, apontou o presidente do IHP, Ângelo Rabelo.

Da equipe técnica do IHP, atuaram na área de tecnologia Igor Souza e Mylenna Salles. Sobre o resgate técnico animal, participaram Mariana Queiroz e Sérgio Barreto. Para geoprocessamento, Rayssa Noveli atuou diretamente. Na área cultural, foi Maria Eduarda Oliveira.

Além dessa ação no IHP, as equipes em formação da Armada Boliviana também fazem intercâmbio com o Prevfogo/Ibama e o 3º Grupamento dos Bombeiros de Mato Grosso do Sul, todos instalados em Corumbá.

Uma capacitação técnica promovida pela equipe técnica do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) reuniu oficiais e integrantes da Armada Boliviana para consolidar uma atuação binacional mais efetiva na prevenção e no combate a incêndios florestais no Pantanal e no Chaco. No total, a iniciativa envolveu mais de 60 militares — entre oficiais e sargentos que atuam em atividades operacionais de campo — fortalecendo a resposta rápida e um trabalho mais coordenado em uma das faixas de fronteira mais vulneráveis da América do Sul.

Ao longo de 16 horas de atividades intensivas, o ciclo de formação abordou o uso de tecnologias de ponta e sistemas de Inteligência Artificial (IA) direcionados ao monitoramento precoce de focos de fogo, alinhamento de protocolos de emergência e noções básicas de resgate técnico de animais silvestres vitimados por desastres ambientais. A troca de conhecimento ocorreu em um momento estratégico, considerando o cenário de atenção no bioma e a necessidade de ações preventivas antes do período crítico de estiagem.

A primeira capacitação, com os oficiais, ocorreu em maio deste ano, enquanto o trabalho com os sargentos operacionais foi feito neste dia 23 de julho, quinta-feira, durante todo o dia.

Tecnologia, Inteligência Artificial e Resgate Animal

O pilar tecnológico do treinamento destacou ferramentas de detecção precoce de focos de incêndio, incluindo plataformas que utilizam Inteligência Artificial para identificar colunas de fumaça e elevações térmicas em minutos, garantindo a mobilização de brigadas antes que o fogo tome proporções de grande porte.

A programação incluiu ainda oficinas voltadas para o resgate técnico de fauna e protocolos que podem ajudar a reduzir a mortalidade de espécies durante episódios de incêndios. As atividades representaram também um importante canal de intercâmbio sobre os conhecimentos técnicos, metodologias e práticas operacionais que são utilizadas na Bolívia para prevenção e combate a incêndios florestais.

O diretor do Centro de Formação de Bombeiros Florestais da Armada Boliviana, Capitão de Fragata José Martin Torrico Bravo, do 5º Distrito Naval em Puerto Quijarro, reforçou que há prioridade em manter profissionais com amplo conhecimento para atuarem em situação de adversidades climáticas. “Há uma importância fundamental nessa troca de conhecimento e aperfeiçoamento dos militares da Armada Boliviana que estão realizando a formação de bombeiros florestais. Nossa intenção é que eles estejam muito bem preparados para atuarem em situações de emergência, e atentos para poderem atuar em conjunto com instituições brasileiras, caso seja necessário.”

“O fogo não reconhece limites territoriais ou linhas de fronteira. A resposta aos desastres ambientais no Pantanal exige união de esforços, tecnologia compartilhada e capacitação continuada para que as equipes dos dois países atuem em sincronia na proteção da biodiversidade e das comunidades”, apontou o presidente do IHP, Ângelo Rabelo.

Da equipe técnica do IHP, atuaram na área de tecnologia Igor Souza e Mylenna Salles. Sobre o resgate técnico animal, participaram Mariana Queiroz e Sérgio Barreto. Para geoprocessamento, Rayssa Noveli atuou diretamente. Na área cultural, foi Maria Eduarda Oliveira.

Além dessa ação no IHP, as equipes em formação da Armada Boliviana também fazem intercâmbio com o Prevfogo/Ibama e o 3º Grupamento dos Bombeiros de Mato Grosso do Sul, todos instalados em Corumbá.

Intercâmbio Cultural no Memorial do Homem Pantaneiro

Além da dimensão estritamente técnica e operacional, a programação contemplou uma imersão cultural no Memorial do Homem Pantaneiro, mantido pelo IHP em Corumbá. A visita guiada proporcionou aos militares bolivianos uma visão aprofundada sobre a ocupação do território pantaneiro, os aspectos culturais e sociais da região e as tradições locais fundamentadas no respeito à natureza.

A integração entre cultura e conservação reforça o posicionamento do IHP de entender o conhecimento tradicional e o pertencimento territorial como peças-chave na conservação ambiental. Ao compreender o território em sua totalidade geográfica e sociocultural, a cooperação transfronteiriça ganha solidez não apenas no enfrentamento ao fogo, mas no engajamento comunitário de longo prazo.

Alerta para o segundo semestre

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) publicou nota técnica com as previsões mais recentes sobre o desenvolvimento do fenômeno El Niño na segunda metade de 2026. Os maiores riscos estão previstos para o trimestre agosto-setembro-outubro, com intensidade estimada entre moderada e forte.

O fenômeno tende a elevar o risco de chuvas extremas, deslizamentos e enchentes na Região Sul, enquanto as regiões Norte e Nordeste podem enfrentar agravamento da seca e maior risco de incêndios. A área central do país deverá registrar ondas de calor mais frequentes e baixa umidade, o que gera impacto direto para o Pantanal e aumenta os riscos para incêndios florestais.

“A análise reúne dados de instituições como o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e o Bureau de Meteorologia da Austrália (BOM). As projeções apontam para anomalias positivas na temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial, com possibilidade de o fenômeno atingir intensidade comparável aos maiores eventos já registrados”, divulgou o órgão federal.

Essa possibilidade de ondas de calor está prevista para fenômenos que podem superar ao que ocorreu em 2023 e 2024, quando eventos combinados de calor e seca intensificaram o número de incêndios de vegetação na Amazônia e no Pantanal. Os incêndios florestais geram riscos para a biodiversidade e causam sérios problemas para a saúde de pessoas que vivem no território, principalmente em áreas remotas, onde não existe os mesmos recursos para abrigo contra a fumaça como ocorre nas zonas urbanas. Além disso, essas comunidades ficam mais próximas dos episódios onde há as chamas.

Leia a nota técnica do Cemaden neste link.

Sobre o IHP

O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos. Fundado em 2002, em Corumbá (MS), atua na conservação e restauração do Pantanal e para a valorização da cultura pantaneira.

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