Iniciativa da Semadesc, por meio da Fundect, em parceria com o Sebrae/MS reconheceu seis projetos nas áreas de agronegócio, bioeconomia e transição energética durante a Pantanal Tech
Promovido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect), em parceria com o Sebrae/MS, o desafio recebeu 144 projetos inscritos, demonstrando o crescente interesse de empreendedores, pesquisadores e startups em executar projetos inovadores que atendam necessidades reais de mercado.
Ricardo Senna, secretário executivo da Semadesc, ressaltou a importância da iniciativa para impulsionar o desenvolvimento de novas soluções para MS.Segundo o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, a iniciativa reforça o compromisso do Governo do Estado com o incentivo à inovação aplicada às vocações regionais. “O Desafio Pantanal Tech foi criado para aproximar a academia do mercado e estimular a transformação do conhecimento científico em soluções capazes de gerar impacto real no setor produtivo. O número expressivo de projetos inscritos nesta edição demonstra o potencial do nosso ecossistema de ciência, tecnologia e inovação e reforça que Mato Grosso do Sul está preparado para desenvolver soluções que contribuam para a competitividade e o desenvolvimento sustentável do Estado”, afirmou.
Para o diretor científico da Fundect, Saulo Moreira, o Desafio Pantanal Tech reforça o compromisso das instituições públicas em transformar conhecimento científico em soluções inovadoras capazes de gerar impacto para a sociedade e o setor produtivo. “Nosso objetivo é aproximar as instituições de ensino e pesquisa das demandas do mercado, estimulando essas ideias a se transformarem em negócios. O apoio financeiro é essencial para que esse processo aconteça, permitindo que pesquisas avancem, sejam validadas e gerem soluções com impacto real para o desenvolvimento econômico e social do Estado. É muito gratificante ver a qualidade dos projetos apresentados e perceber que a inovação sul-mato-grossense está cada vez mais preparada para responder aos desafios da sociedade”, destacou.
Tito Estanqueiro, diretor de Operações do Sebrae/MS, pontuou a conexão proporcionada entre mercado e academia por meio do Desafio Pantanal Tech.O diretor de operações do Sebrae/MS, Tito Estanqueiro, pontuou que o Desafio Pantanal Tech é uma iniciativa que promove o ambiente de inovação ao conectar ideias, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável. “O Desafio Pantanal Tech é uma iniciativa estratégica para fortalecer o ecossistema de inovação de Mato Grosso do Sul ao aproximar ideias que nascem na academia das necessidades do mercado. As propostas apresentadas demonstram o potencial dos empreendedores e pesquisadores em desenvolver soluções para desafios do agronegócio, da indústria, dos serviços e da sociedade. Mais do que reconhecer projetos, o desafio cria oportunidades para que essas ideias evoluam, gerem novos negócios, promovam inovação e contribuam para o desenvolvimento sustentável do Estado”, concluiu.
Projetos inovadores são reconhecidos
Dos projetos inscritos no edital Desafio Pantanal Tech, 15 foram selecionados como finalistas. Antes da premiação, os empreendedores classificados fizeram uma apresentação para banca avaliadora, em formato de pitch. Para a análise das propostas, os jurados consideraram critérios como grau de inovação, viabilidade técnica, potencial de mercado, impacto socioambiental e contribuição para o desenvolvimento regional.
Ao todo, os seis projetos mais bem avaliados foram premiados na terceira edição do Desafio Pantanal Tech 2026 e recebem bolsas no valor de R$ 6,5 mil mensais, por um período de seis meses, para o desenvolvimento da pesquisa. Primeiro colocado no desafio, o pesquisador Antolim Penha Martinez Junio destacou que a premiação representa um passo importante para transformar a pesquisa científica em uma solução com potencial de chegar ao mercado.
Projetos foram analisados por uma banca avaliadora composta por representantes da Semadesc, Fundect e Sebrae/MS.“O projeto busca desenvolver um creme cosmético a partir do aproveitamento de um resíduo da bocaiuva, agregando valor a um recurso natural do nosso Estado. O reconhecimento no Desafio Pantanal Tech é muito importante porque nos permitirá avançar para as próximas etapas da pesquisa, aproximando o produto da aplicação comercial. O desenvolvimento científico exige investimentos constantes, especialmente nos ensaios de segurança e validação, e esse incentivo será fundamental para tornar a proposta viável e ampliar seu potencial de inovação”, afirmou.
Fundador da startup Óleoponto Innovation Lab e terceiro colocado no Desafio Pantanal Tech 2026, Zadrique Mendonça ressaltou que a premiação representa um impulso importante para acelerar o desenvolvimento da solução e fortalecer a parceria entre universidade e empreendedorismo.
“Receber esse reconhecimento em um desafio que reuniu 144 projetos é motivo de muita satisfação e reforça a confiança no potencial da nossa solução. Desenvolvemos uma plataforma inteligente para coleta e rastreabilidade de óleo de cozinha residual e esse incentivo será essencial para avançarmos nas pesquisas em parceria com a Universidade Federal. Transformar uma ideia inovadora em um negócio exige investimentos e etapas de validação, por isso esse apoio chega em um momento decisivo para acelerar o desenvolvimento da tecnologia e ampliar seu impacto”, expôs.
Integrante da equipe Acronano, quinta colocada no Desafio Pantanal Tech 2026, Yasmin Lany Ventura Said destacou que a premiação será decisiva para o avanço das pesquisas e validação da tecnologia desenvolvida pelo grupo. “Nosso projeto desenvolve uma formulação de nanopartículas para encapsular um peptídeo antimicrobiano voltado ao combate da mastite bovina, uma solução com potencial para gerar impactos positivos na produção animal. Os recursos recebidos por meio do Desafio Pantanal Tech serão fundamentais para dar continuidade ao desenvolvimento das nanopartículas e à validação do produto, aproximando a pesquisa da aplicação prática e do mercado”, comemorou.
Equipe Acrodermo garantiu o primeiro lugar na premiação Desafio Pantanal Tech 2026.Conheça os projetos vencedores do Desafio Pantanal Tech 2026:
1º lugar – Acrodermo
Equipe: Antolim Penha Martinez Junior, Lucas Rannier Melo de Andrade e Maria Ligia Rodrigues Macedo.
Projeto: Desenvolvimento de uma formulação cosmética utilizando o resíduo da casca da bocaiúva (Acrocomia aculeata).
2º lugar – Plantspec
Equipe: Edson Antonio Batista e Jader Lucas Perez.
Projeto: Plataforma que transforma dados espectrais em inteligência para florestas de alta produtividade.
3º lugar – Óleoponto Innovation Lab
Equipe: Dionísio Machado Leite Filho e Zadrik José Pereira Mendonça.
Projeto: Óleobot, plataforma inteligente para coleta e rastreabilidade de óleo de cozinha residual.
4º lugar – Nematox
Equipe: Carlos Eduardo Braga Vieira Lima, Tiago Calves Nunes e Victória Viédes Ferreira.
Projeto: Plataforma de inteligência artificial para diagnóstico automatizado de nematoides fitoparasitas.
5º lugar – Acronano
Equipe: Guilherme Aparecido de Oliveira Cardoso, Yasmin Lany Ventura Said e Maria Lígia Rodrigues Macedo.
Projeto: Plataforma nanotecnológica baseada em peptídeo bioinspirado para aplicação na área da saúde animal.
6º lugar – MTD Soluções Naturais – Nanostomoxys
Equipe: Dyego Gonçalves Lino Borges, Marco Aurelio de Lara e Tainara Costa da Silva.
Projeto: Nanofly, solução inovadora desenvolvida para o controle de pragas.
Mais informações sobre ações do Sebrae/MS e parceiros em prol do fomento à inovação podem ser obtidas pela Central de Relacionamento, no telefone 0800 570 0800, ou pelo site ms.sebrae.com.br.
Por Assessoria de Imprensa do Sebrae/MS
