A implementação do projeto “Mulheres em Rede: Tecnologia, Autodefesa e Segurança Comunitária” por parte do Poder Executivo, é o que está reivindicando o vereador Matheus Cazarin que, na última semana, questionou o assunto por meio de requerimento direcionado ao prefeito Gabriel Alves de Oliveira e às Secretarias de Segurança Pública e de Assistência Social e Cidadania.
Lembrou que se trata de um aplicativo municipal de segurança para mulheres com botão de pânico, compartilhamento de localização em tempo real com a Patrulha Maria da Penha/Guarda Municipal, notificações de áreas de risco e acesso direto aos serviços de rede de proteção.
Tem ainda como pilares a capacitação em autodefesa e segurança pessoal de forma gratuita em parceria pública-privada para mulheres de todas as idades; Rede de Voluntárias Multiplicadoras de Segurança Comunitária para integração de vizinhanças e promoção de programas de vigilância cidadã focados no cuidado e na proteção às mulheres.
Além disso, disponibiliza um Painel de Indicadores Públicos de Segurança da Mulher online, com dados atualizados trimestralmente sobre ocorrências, atendimentos, medidas protetivas emitidas e indicadores de impacto das ações municipais.
“Embora Corumbá já conte com ações importantes para o enfrentamento à violência contra mulheres, como o plano municipal de metas, a rede de proteção intersetorial, capacitações especializadas e o CRAM, a integração efetiva da tecnologia com a atuação da rede ainda é uma lacuna a ser preenchida”, lembrou.
Destacou que o projeto é inovador e necessário, por disponibilizar tecnologia como ferramenta de proteção tais como aplicativos de segurança com botão de pânico e localização em tempo real já mostraram eficácia em outras cidades brasileiras e no exterior, potencializando a resposta rápida da Guarda Municipal ou da Polícia Militar em situações de risco.
Além disso permite capacitar mulheres em técnicas práticas de autodefesa aumenta a sensação de segurança, autoestima e autonomia, além de complementar as ações preventivas realizadas pela rede de proteção.
Será importante para a mobilização comunitária, com a criação de uma rede de voluntárias multiplicadoras transforma a segurança em responsabilidade coletiva, incentivando os bairros a se organizarem em torno de sua própria proteção, e que o painel público de indicadores vai ajudar a avaliar o impacto das políticas, direcionar recursos com base em evidências e aumentar a confiança da população nas ações do poder público.
