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Chape contesta dívida cobrada por Ruschel em processo e diz que ele ganhou notoriedade com tragédia

SOBRE O EVENTO

brasil
Início: 25/02/2022 17:15
Fim: 26/02/2022 23:15
Lateral-esquerdo é um dos seis sobreviventes do acidente em 29 de novembro de 2016 Mesmo fora do plantel da Chapecoense desde 2020, Alan Ruschel ainda segue ligado ao clube catarinense. O capítulo mais recente da história entre Verdão do Oeste e o lateral-esquerdo é polêmico. Ao contestar o pagamento de uma dívida cobrada pelo jogador na Justiça, a Chape afirmou que a tragédia aérea, que ocorreu em 29 de novembro de 2016, na Colômbia, foi benéfica a ele. No documento ao qual o ge teve acesso, a Chapecoense diz que "o acidente deu notoriedade ao reclamante e alavancou os seus ganhos". Além disso, destacou que a imagem de Ruschel passou a ter notoriedade mundial após a queda. – Ainda, a fim de se evitar preclusão, cumpre-se gizar que o reclamante não foi vítima de um acidente, pelo contário, foi um sobrevivente, abençoado pela força divina e, dentre aqueles ligados diretamente ao futebol, o ÚNICO que continua a desenvolver suas atividades identicamente ao período anterior. – Efetivamente, o acidente deu notoriedade ao reclamante e alavancou seus ganhos, bastando-se verificar o histórico em sua carteira de trabalho, sua imagem valorizou e passou a ter notoriedade mundial – complementou o clube. Alan Ruschel se defende O lateral-esquerdo se pronunciou sobre o assunto nesta sexta-feira e disse que ficou revoltado com a defesa do clube no processo por danos morais. De acordo com ele, a Justiça foi acionada apenas após a Chapecoense não cumprir com o pagamento dos valores acordados. – Eu tive acesso a defesa do clube, e eles alegam que eu não sou vítima do acidente e, sim, um sobrevivente. Afirmam que a tragédia me trouxe benefícios. Estão sendo levianos e despreparados na condução de um assunto tão importante. A minha vida precisava continuar, mas isso não tira responsabilidade do clube. Só eu sei os traumas que carrego comigo, o esforço, a luta para voltar a jogar. Hoje tenho oito parafusos nas costas, não quero me vitimizar, mas apenas para deixar essa situação clara. Afirmar que minha vida seguiu normal é um absurdo, não só comigo, mas também com os familiares das vítimas do acidente. O acidente O avião que levava a delegação alviverde para a Colômbia caiu na madrugada do dia 29 de novembro de 2016. O time se preparava para o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana. Foram 71 vítimas fatais entre jogadores, funcionários, convidados e jornalistas. Dos seis sobreviventes, quatro eram brasileiros: os jogadores Alan Ruschel, Neto e Jakson Follmann, e o jornalista Rafael Henzel. Por Daniela Walzburiech — de Chapecó (SC) 25/02/2022