Análise: incapaz de ser perigoso e organizado, Flamengo dá motivos para preocupar o torcedor
SOBRE O EVENTO
brasil Início: 24/10/2021 10:26
Fim: 25/10/2021 23:26
Escolhas de Renato não funcionam desde o início e time cai em armadilha bem executada pelo Fluminense. Meio de campo volta a ser inoperante com Andreas deslocado para a meia
Um jogo com cara de que não daria certo para o Flamengo desde antes de a bola rolar. E realmente não deu. Mal escalado, o time jogou mal e perdeu. Resultado que traz consigo uma sequência de jogos ruins de uma equipe que sofre para encontrar alternativas e que tem sido previsível para os rivais.
O Fluminense entrou em campo ciente do que fazer: deixar a bola com o Flamengo, se defender bem e apostar na velocidade de seus homens de frente. Estratégia simples e até mesmo óbvia, mas que deu muito certo diante de um adversário que em momento algum deu a entender que a superioridade técnica seria revertida em organização, principalmente no setor ofensivo. Os 65% de posse de bola só enganam quem não viu o jogo do Maracanã.
Sem Gabriel e Pedro, Renato Gaúcho apostou no jovem Vitor Gabriel como centroavante. Não deu certo. Ainda assim, o garoto, inoperante, permaneceu em campo os 90 minutos. Renato apostou novamente também em Andreas como meia, e novamente não deu certo. O belga fica nitidamente desconfortável e não consegue encontrar um espaço que consiga fazer o jogo andar. E essas são apenas duas das escolhas do treinador que deixaram o Flamengo amarrado e facilitaram as ações da defesa tricolor.
Para ser sincero, pouca coisa funcionou no lado rubro-negro do Fla-Flu. Com exceção da sobriedade e eficiência habitual de Rodrigo Caio e das tentativas individuais de Michael, o Flamengo teve muito pouco a se elogiar no clássico. Thiago Maia e Diego não conseguiram dar fluidez na saída de bola, e o time empacava na intermediária ofensiva. Até ali, tinha espaço. A partir dali, faltavam opções.
A atuação do Flamengo lembrou épocas onde o time cercava o adversário, mas castigava pouco. Não à toa, é difícil lembrar uma grande defesa de Marcos Felipe. Apesar dos 65% de posse de bola e das 17 finalizações contra 10 do Fluminense, faria muito mais sentido um placar mais elástico para o Tricolor do que um empate, por exemplo. Nem mesmo no 2 a 1 o Rubro-Negro conseguiu pressionar e dar indícios de que buscaria a igualdade.
Para ser sincero, pouca coisa funcionou no lado rubro-negro do Fla-Flu. Com exceção da sobriedade e eficiência habitual de Rodrigo Caio e das tentativas individuais de Michael, o Flamengo teve muito pouco a se elogiar no clássico. Thiago Maia e Diego não conseguiram dar fluidez na saída de bola, e o time empacava na intermediária ofensiva. Até ali, tinha espaço. A partir dali, faltavam opções.
A atuação do Flamengo lembrou épocas onde o time cercava o adversário, mas castigava pouco. Não à toa, é difícil lembrar uma grande defesa de Marcos Felipe. Apesar dos 65% de posse de bola e das 17 finalizações contra 10 do Fluminense, faria muito mais sentido um placar mais elástico para o Tricolor do que um empate, por exemplo. Nem mesmo no 2 a 1 o Rubro-Negro conseguiu pressionar e dar indícios de que buscaria a igualdade.
Por Cahê Mota — Rio de Janeiro
24/10/2021