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Capitã da seleção afegã de futebol feminino pede apoio à Fifa para salvar jogadoras do regime talibã

SOBRE O EVENTO

mundo
Início: 20/08/2021 22:28
Fim: 22/08/2021 22:28
Shabnam Mobarez, de 26 anos, está nos Estados Unidos. Em uma rede social, ela pediu "uma ação" da Federação Internacional de Futebol para retirar as jogadoras que ainda vivem no país. A capitã da seleção de futebol feminino do Afeganistão pediu o apoio da Fifa para salvar as jogadoras, que continuam no país, do regime talibã, em postagem feita na quinta-feira (19) em uma rede social. Shabnam Mobarez, de 26 anos, vive nos Estados Unidos. Ela pediu que a Federação Internacional de Futebol atue para retirar as jogadoras que ainda vivam no país. "Precisamos agir para salvar minhas colegas de time", disse Mobarez. "Elas são minhas irmãs." A jogadora contou que mantém contato com as colegas que continuam no Afeganistão após a retomada do poder pelo grupo extremista Talibã. Segundo ela, há muito medo e apreensão. E há ainda a insegurança de que os talibãs tentem ir atrás delas, por conta da atividade que exerciam. Apesar de o Talibã ter dito, no início desta semana, que daria mais liberdade às mulheres do que durante sua primeira vez no poder, diversos relatos de perseguição são compartilhados pelas afegãs. Sob o governo talibã, entre 1996 e 2001, entretenimentos como televisão e música foram proibidos, as mãos dos ladrões eram cortadas, e assassinos, executados em público. Mulheres ficaram proibidas de trabalhar, ou estudar; e as acusadas de adultério eram açoitadas e apedrejadas até a morte. Buscas em casa Apesar da tentativa inicial do Talibã de tentar passar uma imagem menos radical, militantes do grupo extremista têm intensificado a busca por pessoas casa a casa, aponta documento confidencial da Organização das Nações Unidas (ONU). Os talibãs têm listas com nomes e os alvos são pessoas que trabalharam para forças de segurança afegãs, americanas e da Otan, além de veículos de imprensa e entidades internacionais, segundo o relatório de inteligência da ONU. Mobarez afirmou que suas colegas de time passaram a viver escondidas, fora de suas casas e que – abandonadas pela federação nacional – não podem confiar em ninguém. Em entrevista ao jornal português "Expresso" ela disse que há um "risco muito elevado" ao tentarem deixar o país, mas que também os talibãs podem descobrir seus endereços. "Tudo é muito incerto e para nós, que vemos de fora, é desolador ver e saber disso tudo e não podermos fazer nada", disse a esportista. "Agora temos todas estas mulheres desamparadas, deixadas à sua sorte." Por G1 20/08/2021